Cocô do bebê: cores, frequência e consistência

"5 minutos - 22 de Junho de 2017 - por Equipe Danone Baby

Antes dos filhos, ninguém imagina que terá tanta curiosidade e dúvidas sobre um tema tão inusitado: o cocô. Mas basta o bebê nascer para que o assunto se torne pauta das conversas da família toda. Afinal, não é mesmo simples saber se está tudo bem com aquelas fezes que mudam de cor, de frequência e de consistência quando a gente menos espera.

O importante, primeiro de tudo, é que você saiba que essas variações são absolutamente normais no início da vida. Posto isso, vamos aos detalhes:

Recém-nascido

As primeiras evacuações do recém-nascido são aquelas em que ele libera o mecônio, uma substância de tom esverdeado, quase preto, que até parece óleo de motor e pode dar trabalho para desgrudar do bumbum. O mecônio leva, em média, até 48 horas após o nascimento para ser expelido e, como não tem cheiro, é preciso ficar de olho para não atrasar a troca de fraldas.

Primeiro mês

Após a liberação do mecônio, ainda na primeira semana de vida da criança, o cocô ganha uma tonalidade amarelada e de consistência praticamente aquosa, principalmente daqueles alimentados exclusivamente de leite materno. Nessa fase, é comum que o bebê evacue após cada mamada. Quando o lactente não recebe o aleitamento materno, além de as fezes serem mais consistentes, a frequência costuma ser menor e a tonalidade um pouco mais escura.

Do segundo mês ao início da introdução alimentar

Após o primeiro mês, o ritmo de evacuações diminui - costuma acontecer de uma a duas vezes ao dia - mas não é motivo de pânico um bebê normal ficar até uma semana sem evacuar. Isso acontece porque o funcionamento do intestino é constitucional de cada criança. O intervalo entre as evacuações só deve ser motivo de preocupação se houver desconforto e dor ou se passar de quatro dias. Um bebê que não faz cocô há quatro dias, mas está animado,dormindo e mamando, pode estar saudável. Se a criança estiver incomodada, vai chorar e demonstrar irritação. É importante que você sempre converse com o seu médico nessas situações.

Após a introdução alimentar

A partir do momento em que são introduzidos novos alimentos na dieta do bebê - como as frutas e as papinhas salgadas -, o padrão fecal modifica-se no sentido de ter maior consistência, mudança na cor (fica mais escura) e no odor (já cheira como as fezes de um adulto). Algumas vezes, podem ser encontrados nas fezes restos de alimentos que a criança consumiu devido a uma digestão incompleta.

Quando se preocupar

Apesar da gama de variações possíveis e comuns, algumas vezes a cor ou a aparência das fezes de seu bebê indicam que é preciso buscar ajuda médica. Veja, a seguir, quando é momento de marcar uma consulta:

Sangue nas fezes: pode ser parte de algumas infecções intestinais por determinados tipos de micro-organismos ou um quadro de inflamação do cólon (colite) por Alergia ao Leite de Vaca (ALV).

Constipação: não tem relação com a frequência de evacuação, mas com a aparência do cocô e a ocorrência de dor. Fezes secas e com rachaduras são indicações de constipação, mesmo que a criança faça cocô diariamente.

Fezes esbranquiçadas: podem ser manifestações de doenças do fígado e das vias biliares. A ausência das vias biliares (atresia das vias biliares) deve ser reconhecida logo nas primeiras seis semanas de vida, quando o tratamento cirúrgico tem melhor prognóstico. No entanto, muitas vezes o diagnóstico é tardio.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Sociedade Brasileira de Pediatria
Ministério da Saúde e Rome Foundation

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